Mercado Livre marca presença no São Paulo Climate Week
Mesas debateram temas como mobilidade bioeconomia, gestão de riscos e resiliência econômica

O Mercado Livre teve participação ativa nos debates da São Paulo Climate Week, realizada na capital paulista entre os dias 3 e 7 de agosto. O evento contou com mais de 230 atividades concentradas em seis eixos temáticos: energia, indústria e transporte; florestas, oceanos e biodiversidade; agricultura e sistemas alimentares; cidades resilientes; desenvolvimento humano e social; e financiamento e tecnologia.
Convidada a contribuir com alguns desses temas, a companhia participou de diferentes encontros ao longo da semana, com discussões sobre transporte e logística sustentáveis, bioeconomia, inclusão produtiva e resiliência econômica.
A programação começou com um painel organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) sobre eletrificação de frotas como política industrial. O Mercado Livre foi convidado a compartilhar o case de sua frota, que atualmente conta com 17.500 veículos de baixas emissões. Na sequência, Laura Motta, Gerente Sênior de Sustentabilidade do Mercado Livre, participou do Painel de Inclusão Produtiva do South of the Future no MASP, enquanto Rodrigo Brito, Gerente Sênior de Meio Ambiente do Mercado Livre, esteve no Cubo Itaú para o Brazil Climate Solutions, em uma conversa com foco em logística sustentável na era da inteligência artificial.
Nos debates da World Climate Summit na São Paulo Climate Week, Laura também integrou a mesa “A natureza como infraestrutura para uma economia resiliente”, ao lado de Renata Piazzon, fundadora do Arapyaú Institute, Letícia Guimarães, head de Biodiversidade da Vale, e David Laborde, diretor da Divisão de Economia Agroalimentar e Políticas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com moderação de Mauro Weber Rosito, da The Nature Conservancy. Na mesma agenda, Brito conduziu um fireside sobre transporte e logística, ampliando a contribuição do Mercado Livre.
Em sua fala nesta mesa, Laura destacou a oportunidade de trocar conhecimentos e aprender com comunidades ancestrais que geram renda a partir da floresta em pé. “Há muitos modelos e soluções viáveis gerados por pessoas que vivem da floresta e contribuem para a preservação dos biomas”. Ela citou o programa Biomas a Um Clique, iniciativa pioneira do Mercado Livre que apoia associações, cooperativas e negócios da sociobiodiversidade em sua inserção na economia digital e no acesso a mercados consumidores.
Por meio de capacitações, condições comerciais diferenciadas, acesso facilitado a soluções logísticas e financeiras, apoio ao desenvolvimento de marcas e maior visibilidade no marketplace, a iniciativa busca criar condições para que esses negócios ampliem seu alcance sem perder a identidade cultural e territorial que os diferencia. Segundo Laura, essa relação tem proporcionado uma série de aprendizados. “Há uma troca de conhecimentos que passa por reconhecer esses saberes que vêm sendo usados para preservar nosso patrimônio cultural e social, um dos grandes ativos de nosso país”.
Entre os principais desafios para ampliar a presença dos produtos da sociobioeconomia nos mercados consumidores, Laura destacou a logística — especialmente em territórios remotos — e a necessidade de estimular a demanda. Muitos produtos e ingredientes da biodiversidade, como tucupi e babaçu, ainda são pouco conhecidos fora de seus territórios de origem, o que exige não apenas ampliar os canais de comercialização, mas também aproximá-los dos consumidores, comunicar seus atributos e valorizar as histórias, os saberes e as comunidades associados à sua produção.
Saiba mais no Whitepaper Biomas a um Clique: impulsionando a sociobioeconomia na América Latina.




